Uma das
alternativas de articulação entre áreas é o estabelecimento de uma prática
educativa que conecte a literatura infantil e matemática. As potencialidades
dessa proposta são apontadas nos trabalhos de Gailey (1993), Machado (2001),
Smole (2000), Whitin e Gary (1994) entre outros, em que desenvolver situações
de ensino e aprendizagem que trabalhem textos literários juntamente com
conteúdos matemáticos se contrapõem a um ensino estruturado de forma linear e
rígida. Muitas vezes a escola distancia a linguagem Matemática da língua
materna criando uma grande muralha.
Na perspectiva de Gailey (1993), um trabalho que
desenvolve a conexão os livros infantis
com a matemática, permite que o aluno fale sobre o conteúdo matemático que é
ensinado. Além disso, esse trabalho enriquece a aprendizagem do aluno, uma vez
que ele ao escutar, ler, escrever e falar sobre ideias e conceitos matemáticos
que perpassam uma história infantil está desenvolvendo tanto as habilidade da
língua materna quanto as matemáticas. Gailley agrupou os livros infantis em
quatro categorias: Livros de Contagem ou livros de Números, livros de Histórias
Variadas que foi o livro escolhido na situação didática “Histórias que o
povo conta” de Ricardo Azevedo, editora Ática que podem ser contos folclóricos,
contos de fada, fábulas ou outras histórias. Ainda que não escritos por matemáticos
ou com o propósito de transmitir conceitos matemáticos, carregam ideias matemáticas
direta ou indiretamente. Também outra categoria são os livros Conceituais e Livros de Charadas.

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